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sábado, 17 de novembro de 2012

Metalinguagem

Desenho de Taciane, minha filha com sete anos.


Cadê o poema,
Feito de fonema?
Cadê o poeta,
Aquele asceta?
Cadê a estrofe,
Feita com apóstrofe?
Onde está o verso?
Se encontra no verso?
Cadê a rima?
Está lá em cima?
Aonde foi a métrica?
À lauda tétrica?
Cadê o valor?
Está no labor?
Cadê seu tom
E também o som?
Não percebo o ritmo!
É... está arritmo.
Cadê a figura?
Ah, que amargura!
Nenhuma metáfora
Nem mesmo anáfora!
Não vejo a poesia.
É só fantasia?
De mim ela some...
Isso me consome!

sábado, 22 de setembro de 2012

Insone

Desenho de Taciane, minha filha com sete anos.

Enquanto todos adormecem, eu me desperto;
Enquanto todos louvam Morfeu, eu venero Hélios;
Enquanto todos querem a noite, eu almejo o dia;
Enquanto todos não querem que a noite termine,
Eu quero que o dia chegue.
Enquanto todos estão ativos, eu estou soporativo;
Enquanto todos se levantam, eu quero me deitar;
Enquanto todos preferem treva, eu, luz;
Enquanto todos saúdam boa-noite, eu, bom-dia;
Para todos existem dia e noite, para mim, só dia;
Enquanto todos se queixam de noite mal dormida,
Eu, de noite insone;
Alguns reclamam de dormir no ponto,
Eu não durmo em nenhum ponto;
Enquanto muitos não dormem por estarem preocupados,
Eu só me preocupo em dormir;
Enquanto muitos vivem dormindo, eu vivo acordado.
Enquanto para a maioria o Sol nasce todo dia,
Para mim nunca se põe.
Enquanto muitos tomam estimulantes,
Eu tomo psicotrópicos.


Esse poema é uma reedição.

Estou também no blog do meu amigo J.R. Viviani, Vendedor de Ilusão, com um poema publicado, participando da publicação 1º Prosas Poéticas. Link http://vendedordeilusao.blogspot.com.br/2012/09/prosas-poeticas-no-4-dia-apresenta.html

sábado, 9 de junho de 2012

Natureza-mãe e o homem

Desenho de Taciane, minha filha com seis.

A natureza,
Com certeza
Me dá o Ar
Para eu respirar,
A Água para eu beber,
O Sol para me luminar,
A Terra para eu viver,
O Fogo para cozer meu alimento,
A Vida neste momento.
Eu sou filho dela,
Ela cuida de mim,
É uma mãe bela,
Devo-lhe respeito, dedicação sim!
Não posso deixar que meu egoísmo
Interrompa seu continuísmo
De vida permanente,
Decepando seus membros,
Mutilando sua biosfera.
Seu coração se dilacera.
Nós, humanos, agimos irracionalmente,
Já os animais, racionalmente:
Os animais constroem;
Os homens destroem
O meio-ambiente
De forma consciente
E imprudente.
Nós poluímos a Fauna, a Flora,
O Ar,
O Mar,
A Biologia,
A Ecologia.
Somos vírus geográficos,
Hidrográficos,
Pneumáticos.
De forma suicida,
Matamos a Vida.


Bento Sales

                                                 
          Fiz este poema para meu sobrinho, na época com dez anos, para apresentar como trabalho na escola sobre o papel (maléfico) do homem na natureza.                                                                           
                                                                                                        

domingo, 8 de abril de 2012

Lucidez

Desenho de Taciane, minha filha com cinco anos.
 

Não te adoro
Porque não és deusa;
Não te venero,
Visto que não és ninfa;
Não te desejo,
Uma vez que não és objeto;
Não te amo loucamente,
Pois amar assim é próprio dos débeis;
Tampouco tenho por ti paixão,
Já que não sofro;
Apenas te gosto
E, portanto, sou feliz.



Minha amiga Elisa T. Campos, do blog http://pintandohaikai.blogspot.com.br/, que é exímia haicaísta, faz uma bela postagem em homenagem a mim e minha filha.

 

sábado, 28 de janeiro de 2012

Antithesis vitae

Desenho de Taciane, minha filha com seis anos.


Não                                
Sim
Treva
Luz
Fome
Saciedade
Pranto
Riso
Saúde
Doença
Ingenuidade
Sapiência
Bem
Mal
Certo
Errado
Bom
Mau
Incipiência
Experiência
Puerícia
Adolescência
Ônus
Bônus
Labor
Ociosidade
Glória
Desdita
Ilusão
Desilusão
Alegria
Melancolia
Vigor
Debilidade
Beleza
Fealdade
Juventude
Senectude
Lucidez
Senilidade
Benquisto
Malquisto
Vida
Exício
Superno
ou
Averno.


domingo, 18 de dezembro de 2011

Os riscos de morte

Desenho de Taciane, minha filha com seis anos. 

Vivo sob ameaça constante:
Não há trégua nenhum instante.                                                     
Meus antígenos lutam contra bactéria,                                            
Fungos, vírus para manter viva minha matéria.
Há riscos em toda parte onde vivo:
Sejam animais ou pessoas com quem convivo.
Estou em perigo no trânsito, (acidente de automóvel),
Até em meu lar (acidente doméstico, ruína do imóvel).
Em qualquer momento,
Pode me fazer mal um alimento.
Posso sofrer um desmaio
Ou ser atingido por um raio.
Onde eu estiver, a ameaça estará lá
(Como uma bala perdida pode me achar).
Posso ter um problema
E entrar num dilema
E, sem saída,
Torna-me um suicida.
Sem perceber, quiçá vá profanar
E, então, Deus me matar.
Crendo ou cético,
Estou sujeito a erro médico.
Há sempre o risco de aluvião,
Outrossim, acidente de avião.
Pode ocorrer com minhas células autodestruição
Ou me tornar anoréxico e arrefecer de inanição.
É periclitante um efeito metabólico
Como também um atentado diabólico.
Mesmo não sendo atleta,
Posso sofrer acidente de bicicleta.
Minha pressão pode tornar-se alta ou fraca
Ou ser morto por faca.
Não quero agora ser tétrico,
Mas me há sempre risco de choque elétrico.
Não se pode olvidar nenhum cibalho
Como acidente de trabalho.
Se não for aplicado no promédio,
Pode me fazer mal  remédio.
Sempre ocorre catástrofe natural.
E na humanidade, colapso fatal.
Como a vida é frágil!
Posso sofrer um naufrágio.
Tânatos sempre me assedia;
Eu morro um pouco a cada dia.
Tudo isso é risco carnal
E ainda há riscos da vida espiritual,
Eterna, mental e moral.
Com tudo isso, estou farto,
Mas nem posso porque senão sofro um infarto.


Este poema é uma reedição. 


domingo, 20 de novembro de 2011

O que impera

Desenho de Taciane, minha filha de seis anos.

Impera o silêncio na solidão;
Na ignorância, impera a razão;
Na alegria, impera a tristeza;
Na sociedade, impera a riqueza,
No egoísmo, impera incerteza...
Na humanidade,
Impera a vaidade.
No amor,
Impera o humor;
Na paixão, impera o tormento;
Na dor, impera sofrimento;
Na saúde, impera a doença;
Na religião, impera a crença.
Na verdade,
Impera a inverdade.
Na biologia,
Impera a cronologia.
Depois da saciedade,
Impera a saudade.
Com Javé,
Impera a fé;
Com Mavorte,
Impera a morte.



domingo, 13 de novembro de 2011

Nostalgia

Desenho de Taciane, minha filha de seis anos.

Depois que saí de minha cidade natal, somente voltei lá por meio da voz, letra e imagem, porém, há poucos anos, fiz um passeio imaginário por lá, que resultou neste poema a seguir:

 Tudo mudou;
Nada está no lugar:
A Casa não é mais a mesma de outrora,
A Rua tem outro sentido,
O Bairro evoluiu,
Não é mais subúrbio,
As pessoas têm outro status,
As crianças estão adultas,
Os adultos agora são velhos,
Os velhos se mudaram para Necrópoles,
Os amigos se tornaram estranhos,
Os estranhos estão mais estranhos ainda,
O Rio teve seu curso desviado,
A Praça não tem mais graça,
A Igreja não é somente para rezar,
A água é mais preciosa do que nunca,
O ar está quase irrespirável,
As árvores desapareceram na ambição humana,
O sabiá, o canário, o bem-te-vi, a rolinha
A graúna, o anum, o pintassilgo, o golinha, o beija-flor
E até o carcará não mais existem porque se mudaram ou se extinguiram;
As serras estão peladas e onduladas.
A cidade cresceu estupidamente.
Na natureza, está tudo se extinguindo.
Só se recrudesce o egoísmo humano.
Não há mais ilusão,
Só há fantasia.
A vida perdeu amor.
O amor perdeu valor e
Até mesmo Nosso Senhor
Mudou, modificou-se.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Homenagem às crianças

Desenho de Taciane, minha filha com seis anos.

Taciane, minha filha com seis anos, pediu-me para publicar um poema dela em 12 de outubro, dia que se homenageia as crianças. Não pude recusar, pois esse é seu dia. Além de homenagear às crianças, quero dedicar esta postagem à minha nova amiguinha Juliana, que é uma criança de 8 aninhos, mas escreve e desenha como gente grande, filha de meu amigo André Víctor, também escritor,     Histórias do André Victtor, seu blog é Estórias da Juliana.


Todos os Céus são maravilhas com os anjos;
Todas as plantas vão florir;
As flores despetaladas no outono para virar frutos;
Todos os pássaros vão ensinar seus filhotes a voar
E todos os pais irão brincar com seus filhos. 

domingo, 9 de outubro de 2011

Dia a dia

Desenho de Taciane, minha filha de cinco anos.

Dia a dia, temos que
Comer,
Beber,
Descansar,
Amar,
Decidir,
Dividir,
Trabalhar,
Perdoar,
Sorrir,
Dormir,
Acordar,
Falar,
Calar,
Renascer e
Sobreviver.




domingo, 2 de outubro de 2011

Psicologia de um paupérrimo

Desenho de Taciane, minha filha com seis anos.

Este poema tem uma história curiosa: foi feito com a sobra das idéias do poema "Psicologia de um melancólico" publicado anteriormente. Eu explico: na inspiração do soneto, tive muitas idéias, mas, em virtude da métrica e da rima, não couberam todas em um único poema, então, aproveitei as ideias restantes para fazer outro poema. Em suma, aproveitei o que sobrou de uma obra, reciclei e fiz outra.

Estou no blog de minha amiga Emíliana,  As histórias de Emília,  no ping-pong, se os amigos quiserem saber mais sobre mim, deem uma passadinha lá. E também no site de minha cidade natal com um poema publicado www.independenciano.com.br.   Quero agradecer a todos pela visita. 

O que fazer, se já nasci indigente?
Acho que jamais serei nobre gente!
Sou explorado desde o início da vida;
Nunca para isso encontrarei uma saída.
Estou condenado a trabalhar
Para poder me sustentar.
Vivo neste sofrimento eterno
E ainda poderei ir para o averno.
Seria melhor ter sido um natimorto
(Ou simplesmente um aborto).
Assim sendo, não passaria por esta dor
Nem seria um mero pecador.
Não tendo nenhuma vivência,
Eu não estaria fadado à sobrevivência.
Praticamente não existo!
Apenas subsisto.




domingo, 28 de agosto de 2011

À procura

Desenho de Taciane, minha filha de seis anos.

Vivo à procura
Da consciência,
Da subsistência,
Da felicidade,
Da verdade,
Da vontade,
Da liberdade,
Da glória,
Da memória,
Da poesia,
Da noesia,
Da percepção,
Da acepção,
Da compreensão,
Do primor,
Do amor,
Do humor,
De viver,
De reviver,
Da nostalgia,
Da analgia,
Do que me apraz,
Da paz,
De não dar adeus,
De Deus,
De, enfim...
De mim.


sábado, 25 de junho de 2011

PRISÃO PERPÉTUA

Desenho de Taciane, minha filha de cinco anos.
Estava preso, nasci
E noutra prisão, cresci;
É o cárcere do mundo;
Mesmo sem parede, grade ou fundo,
Ela é de segurança máxima,
É inconsciente, uma lástima.
Esse xilindró é uma seqüência de cela,
Que torna a vida uma procela;
Fui prisioneiro da infância,
Agora, sou da ignorância.
Estou preso à língua,
Dela me desprendo à míngua.
Sou refém da cultura,
Que me retém como uma sepultura.
Outrossim minha crença e sociedade
Tolhem-me a liberdade.
Oprime-me a moral
Porque não tem capital.
Querem-me fechar o lábio,
Pois não sou sábio.
Estou sempre espreitado,
Posto que sou um coitado!
Só se sente fora dessa condição
Quem não tiver dela convicção.



sábado, 11 de junho de 2011

Homem-animal


Desenhos de Taciane, minha filha de cinco anos.

Sou burro, pois carrego fardos pesados;
Sou bode, já que levo sofrimento alheio;
Sou cobra: para sobreviver, tenho que engolir sapo;
Sou formiga – trabalho dia e noite;
Sou galo: acordo-me sempre na madrugada;
Sou cão, uma vez que sou amigo leal;
Sou gato, posto que, ás vezes, escondo minhas sujeiras;
Sou papagaio porque falo muito;
Sou condor (dou vôos altos);
Sou fênix – sempre renasço;
Sou pombo, pois não abandono minha companheira;
Sou zebra (ainda estou vivo);
Sou mosquito, pois sou minúsculo ser;
Sou anta, um ser solitário;
Sou canguru: ando sempre dando meus pulos;
Sou morcego (ás vezes, minha vida está de ponta cabeça);
Sou quero-quero: defendo meu território ferozmente.
Meu instinto é humano, mas
Minha razão é animal.




sábado, 28 de maio de 2011

INSTANTE

Desenho de Taciane, minha filha de cinco anos.


Neste instante, cogito quem sou,
De onde vim e para onde vou.
Nesse instante, olhei-me, mas não me vi
(Não me reconheci).
Naquele instante, percebera que Cronos,
Paulatinamente, de instante em instante,
Devorava-me inexoravelmente, sem que
Pudesse engendrar meu eu.
Subitamente, vira que aquele instante
Já se foi, dera vez a outro momento,
Porém levou consigo um pedaço de mim.

sábado, 21 de maio de 2011

IDIOSSINCRASIA

Desenho de Taciane, minha filha de cinco anos.

Em cada um, uma história,
Uma busca de glória,
Uma luta pela liberdade,
Uma procura pela felicidade,
Uma vaidade,
Uma sexualidade,
Uma realidade,
Uma personalidade,
Um gosto,
Um desgosto,
Um contragosto,
Um sentimento,
Um ressentimento,
Uma ternura,
Uma loucura,
Uma estatura,
Uma postura,
Uma saudade,
Uma vontade,
Uma sanidade,
Uma ingenuidade,
Uma fantasia,
Uma hipocrisia,
Uma sabedoria,
Uma visão,
Uma ilusão,
Uma emoção,
Um medo,
Um segredo,
Um ideal,
Uma digital,
Um fado,
Um fardo,
Uma função,
Uma missão,
Um ancião,
Uma crença,
Uma doença,
Um valor,
Um pecador,
Um amor,
Uma dor,
Uma estética,
Uma ética,
Uma genética,
Um jeito,
Um trejeito,
Uma criança,
Uma desconfiança,
Uma esperança,
Uma sorte e
 Uma sentença de morte.



terça-feira, 26 de abril de 2011

SOU QUASE QUASE

Desenho de Taciane, milha filha de cinco anos.



Sou quase normal,
Sou quase animal,
Sou quase autor,
Sou quase ator,
Sou quase poeta,
Sou quase profeta,
Sou quase solerte,
Sou quase inerte,
Sou quase sábio,
Sou quase hábil,
Sou quase perfeito,
Sou quase imperfeito,
Sou quase amado,
Sou quase desprezado,
Sou quase vivo,
Sou quase redivivo,
Sou quase nonada,
Sou quase nada,
Sou quase gente,
Sou quase indigente,
Sou quase melancólico,
Sou quase católico,
Sou quase risonho,
Sou quase sonho,
Sou quase caco,
Sou quase macaco,
Sou quase alguém,
Sou quase ninguém,
Sou quase angélico,
Sou quase evangélico,
Sou quase saudável,
Sou quase amável,
Sou quase sensível,
Sou quase irascível,
Sou quase divino,
Sou quase menino,
Sou quase fraterno,
Sou quase moderno,
Sou quase racional,
Sou quase emocional,
Sou quase fascista,
Sou quase egoísta,
Sou quase consciente,
Sou quase doente,
Sou quase pobre,
Sou quase nobre,
Sou quase doutor,
Sou quase professor,
Sou quase ermitão,
Sou quase cristão,
Sou quase feliz,
Sou quase aprendiz,
Sou quase absorto,
Sou quase morto,
Sou quase vegetal,
Sou quase vital,
Sou quase amigo,
Sou quase inimigo,
Sou quase calmo,
Sou quase salvo,
Sou quase malquisto,
Sou quase benquisto,
Sou quase vesano,
Sou quase arcano,
Sou quase perito,
Sou quase espírito,
Sou quase humano,
Sou quase magano,
Sou quase sortudo,
Sou quase tudo,
Sou quase ateu,
Sou quase meu,
Sou quase eu,
Sou quase, quase.

terça-feira, 1 de março de 2011

Aniversário de 15 anos



Como muitos amigos nos compartilham suas particularidades aqui (gosto disso) resolvi também fazê-lo.
Neste fim de semana (domingo), fui convidado para um aniversário de quinze anos. Quando fui escrever a mensagem no cartão, tive a idéia de pôr um poema. Procurei em livros afins e na intenet, mas não encontrei nenhum que dissesse o que eu queria dizer.  Então resolvi fazer um poema para ela. Fui me inspirando conforme o que queria falar e mostrando para as pessoas, pois achava que não estava bom. Eles me diziam que estava legal, mas eu pensava que falavam isso com pena de mim. Queria fazer na forma que lembrasse parlenda (tipo de poema infantil) para lembrar que estava saindo da infância e entrando na fase adulta. Domingo à tarde ainda estava burilando o poema porque achava que podia melhorar. Minha filha de cinco anos estava desenhando (como sempre) e me mostrou um desenho da aniversariante, então tive a idéia de colar a figura no poema para alegrá-lo mais um pouco. Imprimi o poema e coloquei no envelope junto com o cartão. Ao chegar ao aniversário, mostrei para a mãe da mocinha que ficou maravilhada. Logo me colocou na programação para homenagear a debutante. Pensei: bom ou ruim agora vai ter que servi. Chegou a minha vez (fui o último) eram quinze pessoas (número sugestivo), não deu tempo memorizá-lo (mudei muito o poema), ensaiei na fila da apresentação. Declamei o poema -ainda improvisando- e foi um sucesso, todos aplaudiram, mas não sei se foi pelo conteúdo ou pela forma. 
Como dizem que alegria repartida é dupla alegria, quero repartir com vocês, meus amigos, essa alegria.




Ontem lhe conheci princesa
E não foi impressão minha,
Com tamanha beleza,
Esperando ser rainha.

Hoje olho e lhe vejo
Que já começou a brilhar
Realizando seu desejo
Que, na vida, soube aspirar.

Mas continue dando bom exemplo
Para assumir bem sua vida
E conquistar seu templo
Porque merece, querida.

Está fazendo quinze anos,
Na vida, apenas começou
A realizar seus planos
Conforme você sonhou.

Começa agora mais uma história
De sucesso e esperança;
Sempre buscando a glória,
Pois não é mais criança.

Precisa mudar as brincadeiras
E também o pensamento,
Crer nas pessoas verdadeiras
Que lhe trazem bom sentimento.

De hoje em diante, tudo que fizer,     
Não é mais para realizar sonho de menina,
Mas sonho de mulher                         
Como você almeja e imagina.            



Poema: Bento Sales
Desenho: Taciane Sales